Cuidados com os pés do bebê

Os pés dos bebês sempre chamam atenção, por serem tão pequenos e delicados, e devem ser  cuidados desde cedo, por isso, as mamães precisam observar com atenção os pezinhos de seus bebês, principalmente na hora dos primeiros passos.

Até os 9 meses de idade, os pés são constituídos por uma cartilagem frágil e muito maleável, dando assim uma grande mobilidade e flexibilidade, sendo necessário um cuidado especial.

Sapatos precisam se encaixar perfeitamente aos pezinhos do bebê, de forma natural e confortável. Ao comprar um calçado, observe se o mesmo oferece segurança, se o calcanhar está bem encaixado e se os dedos não estão encostando no limite do bico.

Sapatos com bicos arredondados são os mais indicados para bebês e crianças até 5 anos, fase em que a estrutura muscular e óssea ainda está em desenvolvimento.

Bebês que ainda não andam e nem engatinham não têm a necessidade de calçar sapatos e meias, principalmente em dias quentes, deixá-los descalços é de extrema importância para que o crescimento e o desenvolvimento seja feito de maneira natural e segura.

Outro fator muito importante é a higiene e cuidados diários com os pés, secar bem entre os dedos após o banho e manter as unhas cortadas e limpas influenciam diretamente na saúde dos pés, além de variar os calçados usados e não deixar a criança muitas horas por dia com os mesmos.

As crianças não têm os anticorpos completamente fortalecidos, estando mais propensas a atrair doenças, por isso, lugares públicos como praias e piscinas são repletos de microrganismos nocivos à saúde, o cuidado ao deixar seu bebê andar descalço por esses lugares deve ser maior. 

Lembrando que a prevenção, vigilância e tratamento dos pés durante a infância evitará futuros problemas nos joelhos,quadril e coluna, garantindo a saúde e o bem estar do adulto, além de muitos anos a mais de boas caminhadas.

Pré-natal odontológico

Muitas gestantes não sabem, mas um pré-natal odontológico para que a saúde bucal da gestante seja mantida é fundamental, pois, a nossa  boca é uma entrada para várias doenças, e não deve ser desassociada da saúde da mãe e do bebê.

A mulher apresenta muitas alterações hormonais durante a gestação, podendo haver inflamação na gengiva e, consequentemente, sangramento, o que é muito comum entre as mamães.  

As gestantes normalmente fazem refeições mais vezes por dia, o que fará, naturalmente, que alimentos com carboidratos (açúcares) sejam mais ingeridos, podendo levar ao aparecimento de cáries, e também sofrer de azia. Nesse caso, o ácido que “volta” do estômago para a boca pode prejudicar os dentes.

As consultas com um dentista podem ocorrer em qualquer momento da gestação, mas o período mais indicado é o segundo trimestre. O terceiro trimestre da gestante não é muito indicado para tratamentos dentários, pois há um maior risco de parto prematuro e causa um desconforto maior para a paciente devido à posição deitada da cadeira odontológica.

Durante os atendimentos odontológicos, alguns cuidados devem ser tomados. As radiografias só devem ser feitas em casos indispensáveis e ao receitar medicamentos, o profissional deve ser cuidadoso, pois os componentes dos medicamentos atravessam a barreira placentária e chegam ao feto.

Caso precise fazer algum tratamento que usa anestesia, não se preocupe, existem anestesias apropriadas para grávidas, são mais seguras pois não contam com  substâncias que provocam estreitamento dos vasos sanguíneos, presentes nas anestesias comuns.

Os hábitos de higiene bucal e uma boa alimentação devem ser adotados desde antes da gravidez, pois o nível de saúde bucal da mãe tem relação com a saúde bucal da criança e ambos estão ligadas diretamente a uma boa saúde geral.

 

Diabete gestacional

Várias mudanças ocorrem no  metabolismo da mulher durante a gestação, uma delas é o aumento da produção de hormônios, principalmente o hormônio lactogênio placentário, que pode prejudicar – ou até mesmo bloquear – a ação da insulina materna.

A diabete gestacional ocorre quando mulher fica com uma quantidade maior que o normal de açúcar no sangue, gerando uma situação de risco para a gestante e para o bebê, mas que pode ser controlada, possibilitando uma gestação tranquila e saudável.

Duas situações envolvendo o diabetes podem acontecer: a mulher que já tinha diabetes e engravida ou o aparecimento do diabetes gestacional em mulheres que antes não apresentavam a doença. Em ambos os casos, influenciá-lo para o bem é o mais importante, tendo uma orientação médica, o controle da diabete durante toda a gestação se torna muito simples.  

O principal problema do excesso de açúcar no sangue é que ele atravessa a placenta e chega ao bebê, o que pode fazer com que ele cresça demais. O bebê também fica mais propenso a ter icterícia e hipoglicemia após o parto, e apresentar problemas respiratórios.

Fatores como obesidade, idade e hereditariedade influenciam no risco da mulher ter diabete durante a gravidez, assim como ter tido gestações anteriores com bebês que nasceram com mais de 4kg.

No tratamento para controlar a diabete gestacional, uma alimentação saudável com a diminuição de doces e cafeína e a prática de exercícios físicos moderados são o primeiro passo, porém, se a diabete gestacional for considerada grave e não responder apenas ao controle da alimentação e pelas atividades físicas, os médicos podem prescrever injeções de insulina.

A partir de um mês e meio após o parto,  é muito provável que a taxa de açúcar no sangue tenha voltado ao normal, porém, mulheres que tiveram diabete gestacional são mais propensas a ter diabete mais tarde e devem ficar mais atentas, realizando o exame de glicemia com mais frequência.

 

Cafeína na gestação

A cafeína é uma das substâncias mais consumidas no mundo, e ao contrário do que muitos pensam, não está presente apenas nas xícaras de café, mas nos refrigerantes de cola, nos chás, chocolates e algumas medicações.

Cerca de 95% das mulheres grávidas ingerem cafeína diariamente, seja através da alimentação ou de alguma medicação, se tornando importante considerar os efeitos que essa substância traz para mamãe e para o bebê.

Há estudos de que o consumo exagerado de cafeína pela mulher durante a gestação pode aumentar as chances de o bebê nascer antes do tempo, com baixo peso e aumenta o risco de aborto.

As futuras mamães não precisam se alarmar pensando que devem parar completamente de ingerir cafeína, pois o consumo da mesma, em doses baixas, não traz prejuízos para a gravidez e nem para o desenvolvimento do bebê. Uma mulher grávida pode consumir até 300mg de cafeína por dia, o equivalente a quatro xícaras de café solúvel (75 mg de cafeína por xícara) ou três de café fresco ou ainda 400 gramas de chocolate.

O nosso organismo leva de quatro a seis horas para eliminar os efeitos da cafeína no corpo, a mulher grávida leva 18 horas para fazer o mesmo.

A cafeína é um estimulante que aumenta o seu ritmo cardíaco e o metabolismo, o que consequentemente afeta a forma que o bebê se sente. Embora esse tipo de estímulo, constante, não seja saudável para o bebê, breves momentos não chegam a fazer mal.

O cafezinho está liberado, desde que em doses controladas, mas o ideal é sempre consultar o médico para que o consumo da cafeína não prejudique sua gravidez e o seu bebê.

Mulheres tendem a diminuir a atividade física quando descobrem que estão grávidas

Os benefícios da atividade física na gestação estão mais do que provados: evita o ganho excessivo de peso, controla a pressão arterial, evita a diabetes gestacional, entre outros.

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Em pesquisa feita pela Secretaria de Estado da Saúde de São Paulo em parceria com o Celafiscs (Centro de Estudos do Laboratório de Aptidão Física de São Caetano do Sul), indica que 65% das mulheres grávidas não praticam o tempo mínimo recomendado de atividades físicas durante o período de gestação.

Os principais motivos apresentados pelas mulheres são excesso de peso e a influência de parentes e amigos orientando que as gestantes parem de fazer exercícios para se preservarem.
A maioria das gestantes podem e devem continuar praticando atividade física, tendo o cuidado com a intensidade dos treinos e evitar esportes de contato por apresentar mais riscos de quedas e lesões. A gestante que tem uma vida ativa diminui a probabilidade de cesariana, melhora a saúde do bebê e torna o parto normal mais fácil.

Mesmo no inverno, período em que sair da cama mais cedo ou chegar em casa mais tarde para praticar atividade física é mais difícil, esse hábito deve ser cultivado. Até porque a prática regular de exercícios aumenta a resistência do organismo. Considerando que a gestante tem uma baixa na sua imunidade, continuar praticando atividade no inverno diminui os riscos de gripes e resfriados.

Diante de todos estes argumentos você não tem motivos para ficar parada! Consulte seu médico, procure um educador físico especializado e comece a praticar o esporte que mais lhe agrada.

Liselena Severo
Educadora Física e Profissional de Antiginástica
Cref: 010962-G/RS
www.antigymnastique.com

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