Perigos da obesidade na gestação

A gestação é um momento delicado que requer cuidados especiais, principalmente na alimentação, que tem uma ligação direta com a saúde da mãe e do bebê.

Nessa fase, a futura mamãe tende a comer mais e apesar de ser comum entre as gestantes, a fome pode estar ligada a alterações psicológicas e emocionais e às vezes precisa ser controlada.

As gestantes a partir do terceiro mês de gravidez devem ingerir apenas 300 calorias a mais do que o normal, totalizando 2.800 calorias por dia.

A obesidade na gravidez é um problema comum e perigoso, estudos nos mostram que cerca de 45% das mulheres obesas no mundo ganharam peso após a gravidez, sendo associada ao maior índice de mortalidade dos recém-nascidos.

O excesso de peso aumenta o risco de desenvolver complicações na gravidez, como hipertensão e diabetes na mãe, e também problemas de malformações no bebê, como defeitos cardíacos e defeito no tubo neural.

Embora, durante a gravidez não seja aconselhado fazer dietas de emagrecimento, é fundamental controlar a qualidade da alimentação e a ingestão de calorias para que o bebê tenha todos os nutrientes necessários ao seu desenvolvimento, sem que a gestante aumente muito o peso.

É indicado que a mulher de baixo peso ganhe em torno de 15 kg, as de peso adequado, entre 10 a 12 kg, e as com sobrepeso ou obesas, entre 6kg e 7kg.

As mulheres que ganham muito peso durante a gravidez têm hábitos alimentares ruins e que, possivelmente, continuam depois do nascimento do bebê, por isso, uma alimentação saudável, rica em nutrientes e com uma ingestão de água constantemente, de 1,5 a 2 litros por dia, é essencial para a saúde da mãe e do bebê tanto na vida intra-uterina como no futuro.

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Dia do Pediatra

A pediatria nasceu em 1722, na Suíça, quando o médico Theodore Zwinger notou que os sinais e sintomas de uma mesma doença que acomete tanto a criança como o adulto são diferentes na forma e no conteúdo.

Publicou uma obra ao redor do seu estudo, a Paedoiatreia— as doenças na infância, o que gerou mais tarde a palavra “Pediatria”.

O Dia do Pediatra é celebrado em 27 de julho, pois nessa data, em 1910, foi criada a Sociedade Brasileira de Pediatria (SBP).

Seus objetivos maiores e indissociáveis têm sido a saúde na infância e na adolescência, e a valorização do pediatra como especialista diferenciado para cuidar desse determinado grupo. Contamos com mais de 22 mil pediatras associados, provando que a credibilidade foi alcançada.

O responsável pela saúde do seu bem mais valioso merece a nossa eterna gratidão. A equipe do Nasce deseja a todos os pediatras um dia muito feliz aos especialistas que tratam com amor e por amor! ❤

Estomatite infantil

A estomatite trata-se de uma inflamação na região da boca, provocada por um vírus e que se caracteriza pelo aparecimento de aftas, acompanhadas de dor, febre e muito desconforto.

Não é à toa que as crianças ficam irritadas e com dificuldade de se alimentar, assustando as mamães.

A maioria dos casos de estomatite infantil afeta não só a boca da criança, mas também pode atingir a garganta e esôfago. Normalmente, o vírus responsável é o da herpes simples (HSV-1), se aproveitam de momentos de baixa imunidade, provocados por uma gripe, por exemplo, para entrar em ação, por isso, no outono e no inverno, os episódios são mais frequentes, por ser uma temporada de gripes e resfriados que torna o sistema imunológico mais vulnerável.

O contágio pode acontecer por contato pele a pele e também pelo fato de colocar a mão suja na boca, por isso é importante lavar as mãos das crianças com frequência e procurar evitar que ele coloque os brinquedos na boca.

Diagnosticar a estomatite infantil é relativamente simples, um pediatra pode detectar com facilidade com um exame clínico simples.

O tratamento da estomatite infantil é feito a base de analgésicos que tem por objetivo de aliviar as  dores e mantendo a boca do bebê sempre limpa. As crises de estomatite podem durar de uma semana a dez dias mas abrandando com o passar do tempo.

Durante o tratamento, a alimentação do bebê vai exigir alguns cuidados especiais, por isso, é importante evitar alimentos ácidos, optar por refeições pastosos ou líquidos como sopas e procurar alimentos mais frios, facilitando para o bebê ingerir.

 

Pele do bebê nos primeiros meses

A pele do bebê tem cerca de metade da espessura da pele de um adulto. Além disso possuem menos pelos e as glândulas que produzem o suor ainda são pouco desenvolvidas, assim como as células que produzem a coloração da pele, que estão em menor atividade.

Por ser mais sensível, principalmente nos primeiros meses, é preciso ser constantemente protegida do calor e a luz do sol, para evitar o comum o aparecimento de brotoejas, especialmente no período do verão.

A pele do recém-nascido pode apresentar certa reação a determinados componentes químicos presentes na roupa nova ou naquelas lavadas com sabão e amaciante. Para prevenir tal problema, recomenda-se lavar duas vezes as vestimentas, assim como os lençóis e as mantas nas quais são envolvidos, fraldas de pano, cueiros e, tudo aquilo que vá entrar em contato direto com a pele do bebê.

Uma das áreas que requer mais atenção durante os primeiros meses é aquela coberta pela fralda, já que está exposta à umidade constante, causando a assadura que vem do contato da pele do bebê com a urina, principalmente em lugares abafados e com dobras. Apesar de serem consideradas comuns, podem ser evitadas, redobrando a higiene.

Outro fato importante é que cerca de 30 a 50% dos recém-nascidos adquirem uma mancha vermelha que aparece geralmente na testa, pálpebras, lábio superior, entre as sobrancelhas ou nuca, conhecida popularmente como “Bicada da Cegonha”. Esta não deve gerar grandes preocupações, pois tende a desaparecer sozinha à medida que a criança cresce.

Para maior saúde e bem estar da criança, é recomendado banhos rápidos e com uso de sabonete líquido de PH neutro, preferencialmente no umbigo, pescoço, axilas e área das fraldas, regiões onde as bactérias se proliferam mais facilmente. Lembramos também o cuidado com a pele exposta ao sol e os perigos que os mesmos causam.

Posições da gestante dormir

Uma dúvida frequente das futuras mamães é a forma que devem dormir durante a gestação, levando em conta o conforto do bebê e o seu próprio.

A posição correta para a gestante dormir é importante para garantir o seu conforto, diminuindo a dor no pescoço e nas costas, garantindo a boa circulação sanguínea e sendo também importante para garantir a segurança e o bom desenvolvimento do bebê.

Nos primeiros meses de gestação as mulheres não costumam reclamar muito da dificuldade de achar uma posição agradável, já que a barriga ainda está pequena, e até mesmo a posição de bruços é possível.

Após os seis meses que as dificuldades e preocupações na hora do sono começam a aparecer, o mais indicado é a gestante dormir virada para o lado esquerdo, lado do coração, melhorando a circulação sanguínea e, consequentemente, fazendo o sangue flui melhor pelo cordão umbilical, enviando mais oxigênio e nutrientes para o bebê durante a noite.

É recomendado também o uso de travesseiros entre as pernas diminuindo a rotação do quadril e aliviando a dor nas costas.

No final da gestação a posição de bruços ou de barriga para cima já não é tão confortável, assim como dormir virada para o lado direito, já que  essa posição comprime as artérias uterinas que nutrem o bebê, fazendo com que ele receba menos oxigênio.

O ideal sempre vai ser a gestante buscar a sua melhor posição e tentar, apesar do desconforto natural do final da gestação, ter uma boa noite de sono.

 

Os perigos do Vírus Sincicial Respiratório

No começo deste mês, a Secretaria Estadual da Saúde do Rio Grande do Sul divulgou dados que causaram preocupação nos pais. Você já ouviu falar do Vírus Sincicial Respiratório? Ele afeta de forma mais grave crianças de até dois anos, sendo mais comum em bebês prematuros, e possui praticamente os mesmos sintomas de uma gripe comum, nos casos mais leves, e de uma bronquiolite e pneumonia, nos casos mais graves. Até o início de junho, 102 casos já foram registrados no estado e quanto menor a criança, maior o risco de desenvolver complicações.

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Segundo dados da Sociedade Brasileira de Imunizações, este vírus é a causa mais frequente de infecções respiratórias em bebês prematuros, duas vezes mais comum que o rinovírus, causador do resfriado comum. É responsável por cerca de  66,7% dos casos mais graves de hospitalização de bebês por problemas respiratórios. A transmissão é de pessoa para pessoa, seja através de espirros ou tosse, ou pelo contato com objetos da criança.

Não há tratamento específico para a infecção por VSR, somente prevenção. Depois de infectado, o bebê recebe tratamento somente para amenizar os sintomas. O que existe é um anticorpo monoclonal, indicado para crianças de alto risco (prematuros extremos, cardiopatas e bebê com doenças respiratórias graves) e é aplicado entre março e agosto, disponível na rede pública. Além disso, é importante lavar as mãos frequentemente e sempre antes de tocar no bebê, evitar aglomerações, sempre higienizar os objetos do bebê, evitar o contato do bebê com crianças mais velhas e adultos com sintomas de resfriados ou gripes, não expor a criança a fumantes e ambientes poluídos.

Você conhece a síndrome do bebê sacudido?

Alguma pessoas podem achar que você está sendo exagerada no cuidado com o seu filho, mas não é mito, os bebês são muito frágeis e alguns movimentos podem ser extremamente prejudiciais para a saúde da criança.

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Nós sabemos como é maravilhoso embalar o seu bebê no colo. E quando ele dá aquela risada durante a brincadeira do aviãozinho, onde ele realmente acha que está voando, não é mágico? Mais saiba que existe uma síndrome que pode ser desencadeada por conta de movimentos abruptos realizados no bebê. A síndrome do bebê sacudido ocorre quando a criança passa por movimentos bruscos nos quais é sustentada pelas extremidades ou pelos ombros, que podem alterar a coluna com traumas na região cervical e também causar sangramentos cerebrais.

Alguns pediatras entendem que não existe uma medida de força para embalar ou brincar com a criança. O que acontece é que, se a criança estiver com uma pequena contração no músculo, mesmo que em repouso, dependendo da chacoalhada poderá causar traumas na região cervical.

Mesmo que na maioria dos casos isso não ocorra em brincadeiras, mas em episódios de violência familiar, é preciso estar atento aos detalhes. Alguns pais inocentemente tentam acalmar o bebê que está chorando com um embalo mais forte. Mas, muitas vezes, elas podem ficar sonolentas não por causa do chacoalho, mas por que desenvolveu-se um pequeno edema cerebral.

Quando se trata de bebês, todo cuidado é pouco. Não se preocupe com o julgamento e as opiniões das pessoas, você não precisa deixar de brincar com o seu filho. Mas é realmente importante não jogar a criança para cima ou erguê-la pelo braço por conta do perigo que isso pode apresentar.

O que fazer quando o bebê está com febre?

Você já deve estar acostumada que o choro do bebê pode indicar várias realidades. Mas quando o assunto é febre, o choro com a temperatura alta do corpo deixa os pais em alerta. A febre é uma reposta do organismo para algum problema e não se deve tentar baixá-la a qualquer custo imediatamente.

febre

Ao sentir que a temperatura do bebê está mais alta que o normal (ultrapassando 37,5º), observe a evolução do quadro e, eventualmente, faça compressas ou banhos mornos para diminuir o desconforto da criança. Se o seu bebê perder o interesse em mamar, estiver chorando muito e a temperatura começar a aumentar, é hora de procurar um médico. No caso de bebês recém-nascidos, a febre – ou estado febril, deve ser avaliada imediatamente. Se ultrapassar os 37,8º, é hora de entrar em contato com o pediatra para checar a necessidade de medicação.

Na hora de medir a febre, utilize o termômetro tradicional de vidro com uma coluna de mercúrio dentro ou os digitais.  Para medir a temperatura, coloque a pontinha metálica do termômetro embaixo do braço do bebê, prestando atenção para que esteja em contato direto com a pele. Espere cerca de quatro minutos, segurando o braço da criança para o termômetro não escapar. Se for usar os digitais, atente para as instruções, já que pode ter uma pequena variação de uso nos modelos.

Durante a febre, mantenha seu filho vestido com as roupas adequadas para a temperatura ambiente, nem agasalhado demais nem de menos.

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