Icterícia no recém-nascido

A icterícia aparece no bebê saudável quando o sangue fica com excesso de uma substância chamada bilirrubina, causando a pele amarelada do recém-nascido.

Os recém-nascidos tendem a ter níveis de bilirrubina mais elevados porque possuem hemácias extras no corpo, e seu fígado ainda não consegue metabolizar o excesso de bilirrubina.

Mais de 50 por cento dos bebês saudáveis e absolutamente normais ficam com a pele amarelada nos primeiros dias depois de nascer. Se isso acontecer com seu bebê, não é preciso se apavorar, mas é preciso falar com o pediatra.

No caso de um bebê nascido depois de 37 semanas de gravidez, dentro de uma semana a cor natural deve voltar e, em bebês prematuros, pode demorar um pouco mais.

Em casos mais raros, recém-nascidos com icterícia podem sofrer danos neurológicos, mas isso só acontece quando os níveis de bilirrubina ficam extremamente elevados.

O tratamento é feito com fototerapia – o bebê é colocado sob luzes fluorescentes que ajudam a metabolizar a bilirrubina, para que ela seja excretada pelo fígado. A criança é colocada numa espécie de bercinho de luz, sem roupa, com os olhos cobertos por uma máscara protetora.

 

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Pele do bebê nos primeiros meses

A pele do bebê tem cerca de metade da espessura da pele de um adulto. Além disso possuem menos pelos e as glândulas que produzem o suor ainda são pouco desenvolvidas, assim como as células que produzem a coloração da pele, que estão em menor atividade.

Por ser mais sensível, principalmente nos primeiros meses, é preciso ser constantemente protegida do calor e a luz do sol, para evitar o comum o aparecimento de brotoejas, especialmente no período do verão.

A pele do recém-nascido pode apresentar certa reação a determinados componentes químicos presentes na roupa nova ou naquelas lavadas com sabão e amaciante. Para prevenir tal problema, recomenda-se lavar duas vezes as vestimentas, assim como os lençóis e as mantas nas quais são envolvidos, fraldas de pano, cueiros e, tudo aquilo que vá entrar em contato direto com a pele do bebê.

Uma das áreas que requer mais atenção durante os primeiros meses é aquela coberta pela fralda, já que está exposta à umidade constante, causando a assadura que vem do contato da pele do bebê com a urina, principalmente em lugares abafados e com dobras. Apesar de serem consideradas comuns, podem ser evitadas, redobrando a higiene.

Outro fato importante é que cerca de 30 a 50% dos recém-nascidos adquirem uma mancha vermelha que aparece geralmente na testa, pálpebras, lábio superior, entre as sobrancelhas ou nuca, conhecida popularmente como “Bicada da Cegonha”. Esta não deve gerar grandes preocupações, pois tende a desaparecer sozinha à medida que a criança cresce.

Para maior saúde e bem estar da criança, é recomendado banhos rápidos e com uso de sabonete líquido de PH neutro, preferencialmente no umbigo, pescoço, axilas e área das fraldas, regiões onde as bactérias se proliferam mais facilmente. Lembramos também o cuidado com a pele exposta ao sol e os perigos que os mesmos causam.

Manchas de nascença em bebês

As marcas de nascença, manchas ou sinais, são lesões presentes no nascimento ou percebidas logo nos primeiros dias de vida. Algumas podem ir desaparecendo com o tempo ou permanecer a vida toda.

A maioria das marcas de nascença se classifica como vascular ou pigmentar.
As manchas vasculares são causadas pelo acúmulo de vasos sanguíneos sob a superfície da pele, variando de cor-de-rosa e salmão a vermelho e arroxeado, dependendo da profundidade dos vasos.
Já as manchas pigmentares, normalmente marrons, cinzas, azuladas ou pretas, são resultado do desenvolvimento anormal de células da pigmentação.

A maioria das manchas de nascença é inofensiva, mas há algumas exceções, portanto é bom sempre mostrá-las ao pediatra.

Tipos de manchas: 

– Maculares. São manchas vermelhas vasculares que recebem também o nome carinhoso de “beijos de anjo” ou ainda “mordidas da cegonha”. São as marcas de nascimento mais comuns e aparecem na testa, nas pálpebras, no pescoço, no lábio superior ou no nariz do bebê. Na maioria dos casos desaparecem antes dos dois anos de idade.

– Manchas do porto. São também marcas vasculares que surgem ao nascer e que podem estar espalhadas por todo o corpo. Essas manchas não desaparecem por conta própria, mas tendem a escurecer e aumentar de tamanho à medida que o bebê cresce. Portanto, essas manchas precisam de tratamento.

– Hemangiomas. Estas manchas de vermelho intenso são muito frequentes em bebês prematuros que não completaram seu desenvolvimento. Aparecem em qualquer parte do corpo, em especial ao redor do rosto, pescoço, couro cabeludo ou peito e são mais comuns em bebês do sexo feminino. Às vezes podem apresentar uma ligeira protuberância, por isso deve ter um cuidado especial se aparecerem na zona dos olhos ou da boca porque pode afetar as funções do bebê.

– Manchas de cor café com leite. Essas manchas são muito frequentes nos recém-nascidos e não tem porque se preocupar se aparecerem uma ou duas manchas. Agora convém prestar mais atenção se as manchas de cor café com leite se encontram disseminadas por todo o corpo e vão se tornando maiores. Informe ao pediatra.

– Manchas mongólicas. Trata-se de manchas de cor azul acinzentada que aparecem nas nádegas ou nas costas dos bebês, especialmente nos que têm pele mais escura. Em geral essas manchas de nascimento desaparecem aos três ou quatro anos de idade.

Fontes: https://br.guiainfantil.com, http://brasil.babycenter.com/, http://revistavivasaude.uol.com.br/

Verão: Protetor solar e repelente para bebês

PROTETOR SOLAR

O verão é uma das estações mais aguardados do ano, férias, praia, sol. Opa! Falando em sol, este é um dos fatores que mais nos preocupa na hora de sair com o bebê até a praia.

Sabemos que pegar sol é importante por ser uma fonte de vitamina D. Porém devemos cuidar a exposição ao sol dos bebês. Apenas 20 minutos de banho de sol já é suficiente, e este deve ser tomado antes das 10 horas da manhã e após as 16h da tarde, período em que a intensidade dos raios ultravioleta é menor.

A exposição solar demasiada na infância pode provocar desidratação, lesões de pele, além de aumentar o risco de câncer de pele na idade adulta.

Por isso, para os bebês de até 6 meses não devemos usar nenhum tipo de produto químico bloqueador ou protetor solar. Isto porque a pele dos pequenos é muito fina e delicada, sujeita a processos alérgicos, além de absorver maior quantidade dos produtos aplicados e poder gerar intoxicação.

Após os 6 meses e até os 2 anos você já pode utilizar bloqueadores solares, preferencialmente os de ação física, que protege contra os raios UVA e UVB. Use sempre um produto próprio para crianças nessa idade, geralmente identificados com a palavra Baby, com FPS mínimo de 30.

Mas atenção!
Teste o protetor solar em uma área pequena do corpo do bebê durante uns 20 min antes de sair com ele. Assim, você garantirá que o bebê não terá nenhuma reação alérgica na pele.

 

REPELENTE

Com a preocupação cada vez maior por conta do Aedes Aegypti, transmissor da Dengue e do Zika Vírus, as mães procuram por soluções para evitar as picadas de mosquitos nos pequenos.
Mas, infelizmente não temos muitas opções para os bebês pequenos, uma vez que a Anvisa só autoriza o uso dos repelentes para maiores de 2 anos de idade.

A recomendação é de cobrir o corpo dos bebês com roupas de tecido leve e claro, como calças e body de manga comprida. As janelas das casas devem receber tela e berços e carrinhos devem ser cobertos com mosqueteiros sempre que preciso.

Cuidado também como o uso direto de inseticidas em spray, de uso em tomada e os repelentes naturais.

Consulte o pediatra sobre os repelentes como princípio ativo o IR 3535, que está sendo autorizado para bebês acima de 6 meses. A sua aplicação deve ser feita apenas nas áreas expostas do corpo, onde não houver cobertura de tecido, para diminuir a quantidade de produto absorvida pela pele dos pequenos.

Prefira as formulas com creme, pois as em spray e aerossol possuem partículas que podem ficar circulando no ar e ser inaladas pelos pequenos.

Como evitar problemas de pele no bebê?

A pele do bebê é mais frágil e sensível que a dos adultos, por isso, precisamos ter mais cuidados para evitar brotoejas e doenças, muitas delas causadas pelo excesso de transpiração.

Para que o seu filho continue com a tal “pele de bebê” é importante que ela esteja limpa e fresquinha. Mais de um banho por dia pode ajudar, principalmente se você não usar sabonete em todas as vezes.

Após o banho certifique-se de que o seu filho está bem sequinho, você pode usar um talco pediátrico para deixar a pele mais sequinha.

Evite produtos com muita química, no banho use apenas sabonete de glicerina e faça a higienização com água morna. Mesmo os lencinhos umedecidos devem ser evitados sempre que possível.

Caso o seu filho tenha sido picado por algum inseto, como mosquitos ou abelhas, faça compressas frias no local da picada, o que pode aliviar a sensação de coceira. Se for identificada uma reação alérgica, o bebê deverá ser levado ao médico.

pele bebê como cuidar pra não ter alergias e  doenças

Se você identificar a pele do seu bebê muito seca, consulte o seu médico para ele lhe indicar um hidratante com fórmula suave, especial para o seu bebê.

Em caso de assaduras, causadas muitas vezes pela transpiração do bebê em contato com a fralda, podem ser utilizadas  pomadas neutras para fortalecer a barreira de proteção da pele. Recomenda-se, também, deixar a região respirar livremente após cada banho ou troca de fralda.

Alguns especialistas afirmam que o sol até as 10h e depois das 16h é benéfico para a esterilização da pele do bebê. Então, quando possível, deixe o seu bebê pegar um solzinho, mas cuide com as correntes de ar frio.

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