O que fazer quando a bolsa estoura

Durante a gravidez, o bebê está protegido, no útero, dentro de uma membrana, que fica cheia de líquido amniótico.

Quando a bolsa do líquido amniótico estourar, é importante manter a calma, não se desespere. O ideal a fazer é limpar-se, colocar uma roupa seca, um absorvente, ligar para o médico e ir para a maternidade, pois tudo indica que o bebê vai nascer.

Não é difícil identificar se a bolsa realmente estourou, já que a perda de água é intensa e, ao contrário da urina, a gestante não consegue controlar.

Normalmente ocorre depois do trabalho de parto ter início e somente 10% das gestantes, têm a ruptura repentina, antes mesmo de o trabalho de parto começar.


O líquido pode ser transparente ou amarelado, e vir com um pouco de sangue junto, fique atenta se este estiver escuro ou esverdeado, é preciso ir imediatamente para a maternidade, essa coloração pode indicar, por exemplo, que houve um descolamento de placenta.

A bolsa d’água, tem a função de proteger o bebê contra traumas e infecções. Depois que ela se rompe, o parto ocorre, no máximo, nas 48 horas seguintes, porém, alguns obstetras optam por induzir o nascimento com medicamentos, a fim de evitar infecções.

Se a bolsa estourar antes da 37ª semana, procure seu obstetra, que vai verificar se a bolsa rompeu e, se tiver rompido, verificar a necessidade de se adiar o parto ou fazê-lo no momento para evitar infecções ou complicações.

São as últimas semanas de gestação, a ansiedade e o nervosismo crescem, sendo importante manter a calma nesse período, prezando a saúde da mãe e do bebê, tendo sempre um acompanhamento médico.

 

Cuidados de higiene: cera de ouvido

A higiene dos ouvidos dos bebês é essencial para evitar infecções e problemas que podem prejudicar o desenvolvimento auditivo e da linguagem da criança.

A pergunta frequente das mamães é o que é ou não normal quando falamos da cera de ouvido do bebê, já que é algo muito comum, pois a cera do ouvido é uma substância natural que ajuda a proteger o canal auditivo.

O ouvido do bebê pode ser limpo todos os dias depois do banho, com essa rotina, o canal auditivo ficará sempre livre de excesso de cera que podem provocar infecções.

É indicado o uso de uma toalha, uma fralda de pano ou uma gaze para a limpeza do ouvido da criança, lembrando que esta deve ser feita somente por fora da orelha,sem penetrar nunca no canal auditivo e evitando sempre o uso dos cotonetes.

A cera de ouvido se torna um problema quando o canal do ouvido da criança fica entupido de cera, podendo causar uma diminuição na audição, dores de ouvido e coceira. A cera normal é fina e possui uma cor amarelada.

Caso ocorra uma produção de cera em excesso no ouvido da criança, a visita ao consultório médico para fazer uma limpeza torna-se inevitável.

O nosso ouvido é “autolimpante” e na maioria dos casos o excesso de cera é eliminado naturalmente, assim acontece com os bebês. Para prevenir o excesso de cera e diminuir o risco de infecções, é importante que a criança esteja sempre bem hidratada e consulte um especialista sempre que necessário.

Mudanças no intestino da gestante

Durante a gestação, muitas mudanças ocorrem com o corpo da mulher e, entre os relatos das grávidas, a prisão de ventre é um dos incômodos mais frequentes.

Quando grávida, existe um aumento da taxa de progesterona, que diminui o ritmo intestinal. Já na reta final da gravidez, o intestino da mulher é pressionado pelo útero, facilitando a constipação, gases e se não houver um movimento bom, pode causar hemorroidas.

Para a gestante, a ida ao banheiro dia sim, dia não, está dentro dos padrões, desde que as fezes estejam com uma consistência normal, ficando atenta sempre que houver o endurecimento delas.  

É indicado que em casos de prisão de ventre, por exemplo, que a mulher tome laxantes naturais, à base de ameixa ou de fibras, para estimular o bolo fecal. A ingestão de água mineral também é de extrema importância quando o assunto tem a ver com intestino, sendo necessário, em média, dois litros de água por dia.

As fibras devem sempre estar inclusas nas refeições das gestantes, assim como folhas verdes e produtos integrais, já que estes, ajudam a regular o intestino.

Comidas como massas, queijos, brócolis, berinjela, repolho, refrigerantes devem ser diminuídas, principalmente no período da noite, porque comemos e deitamos, acumulando gases. Se torna essencial manter uma alimentação saudável e nutritiva, praticando alguns exercícios físicos leves, sempre com acompanhamento de um médico especialista.

 

Leite materno: analgésico natural

Que o leite materno é o melhor alimento pro bebê nós já sabemos, mas o que muitos não sabem é que  pode ser o analgésico mais eficiente também.

Estudos comprovam que as substâncias presentes no leite materno são capazes de diminuir a dor durante a vacinação e o teste do pezinho por exemplo, acalmando e distraindo o bebê. Mais potente do que qualquer vacina, sozinho pode evitar 13% das mortes de crianças com menos de 5 anos.

O sucesso na amamentação depende de fatores como a forma que o bebê deve ser ajustado confortavelmente no seio da mãe, mesmo havendo algumas dificuldades iniciais.

As primeiras mamadas são fundamentais para o bebê, já que inicialmente eles se alimentam do colostro, um líquido amarelado e com aspecto aguado que sai dos seios da mãe. Nele contém vários tipos de glóbulos brancos e grande quantidades de anticorpos, criando uma blindagem contra microorganismos e ataques por vírus.

É normal que a fome e a sede da mãe após o parto e durante a amamentação seja maior, pois para a produção de 1 litro de leite são necessárias mais ou menos 940 calorias. Por isso, manter uma alimentação balanceada, equilibrando uma variedade de pães, cereais, frutas e verduras, além de derivados do leite, se torna essencial.  

A amamentação não possui desvantagens,  pois o leite materno só oferece nutrientes para a criança crescer forte e saudável, além de aumentar e fortalecer o vínculo com a mãe.

 

Pé chato

O “pé chato” como é chamado, é quando o arco normal do pé é menor ou não existe, o que faz com que a criança caminhe apoiando toda a planta do pé no chão.

A maior parte dos bebês nascem com o pezinho chato, e acredite, isso é normal, pois o arco ainda não se desenvolveu completamente e também, por terem mais gordura na parte de cima dos pés, nos dando a impressão de aplanamento.

Com o crescimento, normalmente ocorre mudanças na forma do pé da criança, mas em alguns casos, persiste até a idade adulta. Até os dois anos de idade a musculatura ainda está se formando e as primeiras visitas ao ortopedista devem ser feitas nesta mesma época.

O diagnóstico completo só pode ser feito após os cinco anos, quando o desenvolvimento muscular da criança já está completo.

Andar descalço, na ponta dos pés, caminhar na areia, correr, praticar ballet e andar de bicicleta são ótimos aliados na hora de ajudar a formar o arco do pé, tendo uma intervenção cirúrgica somente se a criança sentir dores intensas nos pés e já ter tentado tratamentos mais simples.

Enquanto os ossos da criança estiverem crescendo, o “pé chato” pode ser corrigido sem nenhum tratamento específico, levando em conta a necessidade de estimular a musculatura do pé, sem forçar a capacidade da criança.

Gravidez e tabagismo

Já estamos cansados de saber o quanto fumar faz mal a saúde, mas as futuras mamães devem ter um cuidado especial quanto a isso, já que as substâncias presentes no cigarro não prejudicam só elas.

Mas parece que essa conscientização ainda precisa de uma atenção especial, visto que  87% das fumantes que engravidam não abrem mão do cigarro durante a gestação.  

O tabagismo pode causar sérias complicações ao bebê, que ainda na barriga, absorve o que está no sangue da mãe.

Uma mulher fumante além do oxigênio no sangue, passa para a criança o monóxido de carbono, que é liberado na fumaça do cigarro, sem contar a nicotina, que estreita os vasos sanguíneos, dificultando a passagem de nutrientes e oxigênio para o bebê.

Estes problemas causam problemas no desenvolvimento, risco de parto prematuro e problemas respiratórios.

A gravidez em si já traz para a mãe algumas complicações como a hipertensão e a diabetes gestacional, porém, uma mulher fumante pode enfrentar durante a gestação problemas como hemorragias, dores fortes de cabeça, destruição de nutrientes e ainda sofrer um aborto espontâneo.

Filhos de fumantes possuem uma capacidade pulmonar duas vezes menor do que de filhos de gestantes que não fumaram durante a gravidez. Quanto maior o número de cigarros consumidos ao dia, maior são as chances do bebê apresentar mudanças no organismo.

Não fumar é o ideal!
As mulheres que se preparam para ser mães, o recomendado é que deixem de fumar pelo menos 6 meses antes da gestação, para assim garantir a sua saúde e a do seu filho.

 

Dilatação gestacional

Em muitos casos, é de desejo da mãe e do bebê, o parto normal. Neste caso, o pequeno se posicione com a cabeça para baixo, de modo que consiga sair pelo canal vaginal, de forma que a criança fica encaixada entre o osso da pélvis da mãe.

A dilatação é a abertura do colo do útero para proporcionar um caminho de saída para o bebê nascer de parto normal. A cérvix (cérvice ou colo do útero) é a porção inferior e estreita do útero, quando ele se une com a porção final superior da vagina, é ela que começa a dilatar e a ficar mais fina preparando-se para passagem do bebê.
De forma surpreendente, o colo do útero é capaz de abrir-se até 10 cm na fase de dilatação.

Foto: maemequer.pt

Essa abertura acontece de forma lenta e gradual através das contrações.
As contrações empurram o pequeno ainda mais para baixo no colo do útero, fazendo com que ele se dilate. É a combinação de hormônios e da pressão da cabeça do bebê que causa a dilatação gestacional.

As contrações indicam o avanço do nascimento, veja na tabela:

Contrações a cada 5 minutos Contrações a cada 3-4 minutos Contrações a cada 2-3 minutos Contrações a cada 1-2 minutos
Média de 5 cm de dilatação Média de 6 cm de dilatação Média de 8 cm de dilatação Média de 10 cm de dilatação

Fonte (tabela): gestacaobebe.com.br

A dilatação é medida em centímetros. Em exames vaginais, mede-se pelo número de dedos que cabem na abertura do colo do útero – se a ponta de um dedo encaixa, significa 1cm de dilatação, se duas pontas encaixam, há 2cm de dilatação, e assim por diante.

 

Como lavar os cabelos do bebê?

Especialmente nos primeiros meses lavar os cabelos do bebê pode causar um certo medo nas mães, porém com algumas informações não há o que temer.

É importante que você se certifique que o ambiente escolhido para dar o banho não tem correntes de vento. Pois a cabeça do pequeno é uma região de grande troca de calor, e seu filho passará frio se ficar com os cabelos molhados por muito tempo.

O melhor período do dia para o banho vai depender muito do comportamento do seu filho, alguns bebês ficam mais sonolentos após o banho, e por isso, recomenda-se um banho com lavagem dos cabelos no fim do dia.

No inverno e em dias mais fresquinhos, recomenda-se que as lavagens sejam feitas em dias alternados. Mas, se há crostas lácteas – aquelas casquinhas que descamam no couro cabeludo -, esse cuidado deve ser diário, pois a transpiração agrava o quadro.

Até o sexto mês, o duto auditivo da criança é mais reto, o que facilita a entrada de água no ouvido. Embora as principais causas de otite nessa fase estejam relacionadas a resfriados e a técnicas erradas de amamentação, é melhor não facilitar.

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Veja algumas dicas mais pontuais para o banho:

1. Aqueça a água até atingir cerca de 36 a 37 graus.

2. Coloque o bebê na banheira e lave primeiro o rosto dele, apenas com água.

3. Apoie a cabeça da criança em uma das mãos posicionando seu dedo médio na entrada de um ouvido e o polegar no outro, para evitar a entrada de água.

4. Com a mão livre, aplique uma pequena quantidade de xampu deslizando os dedos delicadamente ao longo da cabeça.

5. Enxágue jogando água com a mão em concha, em pequenas quantidades, no sentido da testa para a nuca, sempre tomando cuidado para que não entre nenhuma gota no ouvido.

6. Termine o banho rapidamente e envolva o bebê em uma toalha, secando-o sem esfregar.

7. Depois de enxugar os cabelos, seque também a parte externa do ouvido, com um cotonete, e a parte de trás das orelhas, para evitar assaduras.

8. Dez minutos de banho é o limite para evitar o ressecamento da pele.

9. Use o sabonete líquido indicado pelo pediatra para o banho para lavar a cabeça da criança. Depois dos seis meses você pode escolher um xampu específico, prefira as fórmulas especiais para bebês, que não ardem em contato com os olhos e têm pH neutro.

 

Exames: Translucência nucal

Translucência nucal é um exame, realizado através do ultrassom morfológico. Seu principal objetivo é ajudar a detectar o risco de síndrome de Down e outras anomalias cromossômicas, além de problemas cardíacos.

Neste exame precisa ser feito entre 11 e 14 semanas de gravidez, pois a partir de 14 semanas não dá mais para fazer o exame, isso porque o espaço deixa de ser transparente na imagem do ultrassom.

Um espaço específico na nuca do bebê é medido, assim bebês que tenham alguma anomalia tendem a acumular mais líquido nessa região da nuca, por isso uma medida acima da média normal é considerada um possível indicador de algum problema.

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Durante o mesmo exame, também se verifica a presença do osso nasal. A ausência desse osso pode ser mais um indicador de anormalidade.

Às vezes, o resultado da medida da translucência nucal é combinado com o resultado de um exame de sangue feito na mãe, gerando uma avaliação do risco da presença de alguma síndrome cromossômica.

Lembre-se! 

O exame de translucência nucal não é um diagnóstico, ele apenas dá indicações da possibilidade da presença de alguma síndrome ou malformação. Outras investigações serão feitas pelo seu médico com base no resultado dos exames.

Contrações de treinamento

As temidas contrações são um mau necessário para as gestantes, pois é neste momento que o útero está sendo treinado para o parto.

As contrações de treinamento são mais intensas e frequentes e começam a aparecer a partir das 20 semanas de gestação, ou próprias do trabalho de parto, a partir das 37 semanas.

Também são conhecidas como contrações de Braxton Hicks, normalmente acontecem entre 3 a 4 vezes por dia. Normalmente ocorrem quando o bebê se mexe ou chuta, assim você já sabe que precisa mudar de posição ou repousar por completo.

As contrações de treinamento duram menos de 60 segundos, não têm ritmo e não causam dor, apenas um ligeiro desconforto na região pélvica, sem se estender para as costas ou outra parte do corpo.

Alerta!

À medida que sua gravidez avança, esse tipo de contração pode ficar mais intensa, e é possível que doa.
Quando elas começarem a ficar mais fortes e frequentes, você pode achar que está entrando em trabalho de parto, mas notará que elas continuam irregulares em termos de intensidade, frequência e duração. Algumas vezes elas podem até desaparecer completamente, deixando você ainda mais preocupada.

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