Problemas de pele que as gestantes enfrentam durante o inverno

Durante a gestação é bem comum que as mamães notem algumas manchas em sua pele, ou até um certo escurecimento de algumas partes do corpo, como dos mamilos, das axilas e da linha média abdominal. Isso acontece devido às alterações hormonais na qual estão passando.

A pele da gestante tende a ser mais ressecada do que o normal, principalmente depois do segundo trimestre de gravidez, e nesse quesito, o tempo frio que é tão amado pelas mamães que dormem melhor e não sofrem tanto com inchaços nesta temporada, se torna o maior inimigo da pele.

O inverno é uma estação que maltrata a pele da maioria das pessoas, mas especialmente das gestantes, que devem ter um cuidado especial com sua pele, prevenindo o aparecimento de manchas e estrias ao longo da gestação.

Para evitar principalmente o ressecamento da pele, os cuidados com o banho são fundamentais, eles não devem ser demorados nem muito quentes. Além disso, o uso de hidratantes é essencial, pois a pele desidratada apresenta maior facilidade ao aparecimento de estrias.

É importante também que não haja o esquecimento do uso do filtro solar, mesmo em dias frios e chuvosos, pois temos que levar em conta que os raios UV estão presentes mesmo quando o sol não está tão forte sobre nós.

O uso de roupas com 100% algodão são uma alternativa de prevenção, já que  tecidos mistos e sintéticos acabam prejudicando a transpiração, podendo ocasionar coceira e brotoejas.

Procure um médico especialista para que ele possa avaliar a pele e indicar o uso de produtos adequados para cada fase da gestação, sugerindo uma alimentação saudável e o consumo de bastante água, que ajudará na hidratação.

Diabete gestacional

Várias mudanças ocorrem no  metabolismo da mulher durante a gestação, uma delas é o aumento da produção de hormônios, principalmente o hormônio lactogênio placentário, que pode prejudicar – ou até mesmo bloquear – a ação da insulina materna.

A diabete gestacional ocorre quando mulher fica com uma quantidade maior que o normal de açúcar no sangue, gerando uma situação de risco para a gestante e para o bebê, mas que pode ser controlada, possibilitando uma gestação tranquila e saudável.

Duas situações envolvendo o diabetes podem acontecer: a mulher que já tinha diabetes e engravida ou o aparecimento do diabetes gestacional em mulheres que antes não apresentavam a doença. Em ambos os casos, influenciá-lo para o bem é o mais importante, tendo uma orientação médica, o controle da diabete durante toda a gestação se torna muito simples.  

O principal problema do excesso de açúcar no sangue é que ele atravessa a placenta e chega ao bebê, o que pode fazer com que ele cresça demais. O bebê também fica mais propenso a ter icterícia e hipoglicemia após o parto, e apresentar problemas respiratórios.

Fatores como obesidade, idade e hereditariedade influenciam no risco da mulher ter diabete durante a gravidez, assim como ter tido gestações anteriores com bebês que nasceram com mais de 4kg.

No tratamento para controlar a diabete gestacional, uma alimentação saudável com a diminuição de doces e cafeína e a prática de exercícios físicos moderados são o primeiro passo, porém, se a diabete gestacional for considerada grave e não responder apenas ao controle da alimentação e pelas atividades físicas, os médicos podem prescrever injeções de insulina.

A partir de um mês e meio após o parto,  é muito provável que a taxa de açúcar no sangue tenha voltado ao normal, porém, mulheres que tiveram diabete gestacional são mais propensas a ter diabete mais tarde e devem ficar mais atentas, realizando o exame de glicemia com mais frequência.

 

Cafeína na gestação

A cafeína é uma das substâncias mais consumidas no mundo, e ao contrário do que muitos pensam, não está presente apenas nas xícaras de café, mas nos refrigerantes de cola, nos chás, chocolates e algumas medicações.

Cerca de 95% das mulheres grávidas ingerem cafeína diariamente, seja através da alimentação ou de alguma medicação, se tornando importante considerar os efeitos que essa substância traz para mamãe e para o bebê.

Há estudos de que o consumo exagerado de cafeína pela mulher durante a gestação pode aumentar as chances de o bebê nascer antes do tempo, com baixo peso e aumenta o risco de aborto.

As futuras mamães não precisam se alarmar pensando que devem parar completamente de ingerir cafeína, pois o consumo da mesma, em doses baixas, não traz prejuízos para a gravidez e nem para o desenvolvimento do bebê. Uma mulher grávida pode consumir até 300mg de cafeína por dia, o equivalente a quatro xícaras de café solúvel (75 mg de cafeína por xícara) ou três de café fresco ou ainda 400 gramas de chocolate.

O nosso organismo leva de quatro a seis horas para eliminar os efeitos da cafeína no corpo, a mulher grávida leva 18 horas para fazer o mesmo.

A cafeína é um estimulante que aumenta o seu ritmo cardíaco e o metabolismo, o que consequentemente afeta a forma que o bebê se sente. Embora esse tipo de estímulo, constante, não seja saudável para o bebê, breves momentos não chegam a fazer mal.

O cafezinho está liberado, desde que em doses controladas, mas o ideal é sempre consultar o médico para que o consumo da cafeína não prejudique sua gravidez e o seu bebê.

Exercício físico na gestação

Exercícios físicos são recomendados a todos, inclusive para as  grávidas, trazendo benefícios não apenas para a futura mãe como também para o bebê.

A prática de exercícios físicos reduz o risco de complicações obstétricas, além de auxiliar no controle de ganho de peso da mulher, que teme a possibilidade de ganhar muito peso ao longo da gravidez e não conseguir eliminá-los após o nascimento do bebê.

Alguns cuidados devem ser tomados tanto na hora da prática, como também na hora de escolher o exercício que vai ser praticado, sendo muito recomendadas as atividades físicas realizadas na água, como hidroginástica e natação, uma vez que evitam as forças gravitacionais, diminuindo as dores lombares e o inchaço.

O uso de roupas frescas, evitando altas temperaturas e bebendo muita água para se manter hidratada, são ações muito importantes que devem ser realizadas pela gestante, assim como o uso de protetor solar, e principalmente, uma opinião médica sobre a prática de exercícios físicos durante a gravidez.

O mais importante sempre irá ser o bem estar da mãe e do bebê, então lembre-se, uma alimentação saudável é fundamental, e combinados com exercícios físicos como caminhadas, alongamentos, natação, ioga e pilates, os benefícios para a mãe e para o bebê só tendem a aumentar.

Após a chegada do bebê, é bem provável que você já esteja bem cansada antes mesmo de pensar em fazer exercício. Calma, tudo voltará ao normal e a sua nova rotina tomará seu ritmo, porém, quanto antes você voltar a se exercitar, mais fácil será para seu corpo se acostumar e voltar a sua forma.

 

Leite materno: analgésico natural

Que o leite materno é o melhor alimento pro bebê nós já sabemos, mas o que muitos não sabem é que  pode ser o analgésico mais eficiente também.

Estudos comprovam que as substâncias presentes no leite materno são capazes de diminuir a dor durante a vacinação e o teste do pezinho por exemplo, acalmando e distraindo o bebê. Mais potente do que qualquer vacina, sozinho pode evitar 13% das mortes de crianças com menos de 5 anos.

O sucesso na amamentação depende de fatores como a forma que o bebê deve ser ajustado confortavelmente no seio da mãe, mesmo havendo algumas dificuldades iniciais.

As primeiras mamadas são fundamentais para o bebê, já que inicialmente eles se alimentam do colostro, um líquido amarelado e com aspecto aguado que sai dos seios da mãe. Nele contém vários tipos de glóbulos brancos e grande quantidades de anticorpos, criando uma blindagem contra microorganismos e ataques por vírus.

É normal que a fome e a sede da mãe após o parto e durante a amamentação seja maior, pois para a produção de 1 litro de leite são necessárias mais ou menos 940 calorias. Por isso, manter uma alimentação balanceada, equilibrando uma variedade de pães, cereais, frutas e verduras, além de derivados do leite, se torna essencial.  

A amamentação não possui desvantagens,  pois o leite materno só oferece nutrientes para a criança crescer forte e saudável, além de aumentar e fortalecer o vínculo com a mãe.

 

Gravidez e tabagismo

Já estamos cansados de saber o quanto fumar faz mal a saúde, mas as futuras mamães devem ter um cuidado especial quanto a isso, já que as substâncias presentes no cigarro não prejudicam só elas.

Mas parece que essa conscientização ainda precisa de uma atenção especial, visto que  87% das fumantes que engravidam não abrem mão do cigarro durante a gestação.  

O tabagismo pode causar sérias complicações ao bebê, que ainda na barriga, absorve o que está no sangue da mãe.

Uma mulher fumante além do oxigênio no sangue, passa para a criança o monóxido de carbono, que é liberado na fumaça do cigarro, sem contar a nicotina, que estreita os vasos sanguíneos, dificultando a passagem de nutrientes e oxigênio para o bebê.

Estes problemas causam problemas no desenvolvimento, risco de parto prematuro e problemas respiratórios.

A gravidez em si já traz para a mãe algumas complicações como a hipertensão e a diabetes gestacional, porém, uma mulher fumante pode enfrentar durante a gestação problemas como hemorragias, dores fortes de cabeça, destruição de nutrientes e ainda sofrer um aborto espontâneo.

Filhos de fumantes possuem uma capacidade pulmonar duas vezes menor do que de filhos de gestantes que não fumaram durante a gravidez. Quanto maior o número de cigarros consumidos ao dia, maior são as chances do bebê apresentar mudanças no organismo.

Não fumar é o ideal!
As mulheres que se preparam para ser mães, o recomendado é que deixem de fumar pelo menos 6 meses antes da gestação, para assim garantir a sua saúde e a do seu filho.

 

Contrações de treinamento

As temidas contrações são um mau necessário para as gestantes, pois é neste momento que o útero está sendo treinado para o parto.

As contrações de treinamento são mais intensas e frequentes e começam a aparecer a partir das 20 semanas de gestação, ou próprias do trabalho de parto, a partir das 37 semanas.

Também são conhecidas como contrações de Braxton Hicks, normalmente acontecem entre 3 a 4 vezes por dia. Normalmente ocorrem quando o bebê se mexe ou chuta, assim você já sabe que precisa mudar de posição ou repousar por completo.

As contrações de treinamento duram menos de 60 segundos, não têm ritmo e não causam dor, apenas um ligeiro desconforto na região pélvica, sem se estender para as costas ou outra parte do corpo.

Alerta!

À medida que sua gravidez avança, esse tipo de contração pode ficar mais intensa, e é possível que doa.
Quando elas começarem a ficar mais fortes e frequentes, você pode achar que está entrando em trabalho de parto, mas notará que elas continuam irregulares em termos de intensidade, frequência e duração. Algumas vezes elas podem até desaparecer completamente, deixando você ainda mais preocupada.

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Nova profissional – Psicóloga Alessia Carpes

Para um casal, a decisão de ter um filho surge repleta de expectativas.

A gravidez e o nascimento do bebê são momentos de mudança na vida da família.

Alterações físicas e emocionais são esperadas e geram dúvidas e ansiedades aos futuros pais. Em alguns casos, as alterações podem modificar o desenvolvimento normal da gestação ou do bebê deixando o casal mais vulnerável emocionalmente.

Nestas situações, o acompanhamento psicológico se torna fundamental para reconhecer e compreender os sentimentos que daí surgem, bem como proporcionar um adequado processo de adaptação e elaboração.

O Nasce conta com a Psicóloga Alessia Carpes, com ampla experiência clínica no atendimento a gestantes e puéperas, a qual desenvolve um trabalho de acompanhamento frente aos aspectos normais e patológicos que possam ocorrer no período.

Alguns deles:

-Infertilidade;

-Alterações esperadas e inesperadas na gestação;

-Malformação fetal;

-Óbito fetal;

-Conflitos emocionais relacionados ao período gestacional;

-Dificuldades individuais e do casal de adaptação à gravidez;

-Gestação na adolescência;

-Gestação tardia;

-Depressão pós-parto;

-Adaptação ao puerpério, entre outros.

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A equipe do Nasce dá boas vinda a doutora e deseja um ótimo trabalho junto as nossas queridas pacientes.

 

Fertilidade: cerclagem uterina

A cerclagem uterina é o tratamento para a insuficiência istmo cervical. A cirurgia é feita através da vagina e tem a função de suturar o colo do útero para que ele segure o feto até que esteja pronto para nascer.

Isso ocorre porque, para a mulher gerar um bebê, após a fecundação do óvulo, o colo do útero dela se fecha. Porém, algumas mulheres apresentam uma falha neste fechamento e, para corrigir este problema, permitindo que o bebê continue se desenvolvendo, geralmente há a indicação de um procedimento denominado cerclagem uterina.

Na prática, a cerclagem é um ponto que se dá no colo do útero deixando-o mais fechado para que ele segure o feto até que ele esteja pronto para nascer. Após o parto o fio da sutura é retirado.

O melhor período para que este procedimento seja realizado é entre a 12ª e a 16ª semanas de gestação. Normalmente é um procedimento rápido e de baixa complexidade. A internação dura em média 12 horas e a exigência é apenas o repouso da gestante.
Fertilidade cerclagem uterinaA cerclagem uterina é uma intervenção de baixo risco tanto para mãe quanto para o bebê, pois ele não influi na via de nascimento do bebê. Se não existir nenhum outro agravante, não é indicado a cesárea. É melhor esperar o organismo da mulher entrar em trabalho de parto.

O que é pré-eclâmpsia?

Tratada por muitas gestantes como apenas uma pressão alta durante a gravidez, a pré-eclâmpsia é um problema muito mais grave. Esse fenômeno, exclusivo da gravidez, se dá pelo aumento da pressão arterial e pode provocar edema cerebral, convulsão e levar a mulher ao coma. Mas calma! Se descoberta a tempo, ela pode ser controlada e é possível ter um final feliz para a mãe e para o bebê.

A pré-eclâmpsia costuma se manifestar a partir da 20ª semana de gestação e também tem como principal característica a pressão arterial elevada, acompanhada de inchaço e de outros sintomas, entre eles dor de cabeça. Como consequência, o fluxo de sangue para o bebê fica comprometido. Assim, a criança recebe alimento insuficiente e tem seu crescimento prejudicado, ficando mais frágil.

blog pré-eclâmpsia

Recentemente chegou ao Brasil um exame chamado PlGF (Placental Grown Factor, ou fator de crescimento placentário), lançado na Europa no fim do ano passado, que promete prever o risco de pré-eclâmpsia muito antes dos primeiros sintomas surgirem. O método de avaliação é complexo, mas a realização do teste, para a mãe, é simples. Basta coletar sangue entre a 9ª e a 14ª semana de gestação.

Quando a pressão alta é diagnosticada, o próprio obstetra pode tratá-la. Casos leves são controlados com repouso, baixa ingestão de sal e de calorias, anti-hipertensivos e visitas frequentes ao médico, de acordo com a necessidade. Os quadros mais intensos, além de tudo isso, necessitam de internação para um acompanhamento rigoroso. Se a situação estiver estabilizada, a gestação segue normalmente.

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