Meningite neonatal

A meningite é uma inflamação da membrana que recobre o cérebro, existindo a meningite viral e a bacteriana. Ao contrário do que muitos pensam, pode sim ocorrer em recém-nascidos, mesmo a incidência da doença sendo bem baixa, aproximadamente um caso a cada mil nascidos.

Quando a doença ocorre nos primeiros dias de vida, geralmente está relacionada à contaminação do recém-nascido com bactérias através do canal do parto. As mães desses bebês possivelmente apresentam complicações durante a gestação, como febre, líquido amniótico com mau cheiro, infecção da placenta, ou infecção urinária.

Quando a meningite se manifesta mais tarde, após o sétimo dia de vida, a infecção pode ter sido  adquirida através do contato com pessoas contaminadas ou material infectado. A bactéria chega até a circulação sanguínea, e atinge o Sistema Nervoso Central, causando a meningite.

Devido à imaturidade do sistema imunológico, o recém-nascido apresenta maior sensibilidade à infecção, pois seus mecanismos de defesa contra a invasão bacteriana são menos desenvolvidos em relação às crianças maiores, por isso, a doença tende ser mais perigosa nos primeiros meses de vida.

Os sintomas da meningite são, muitas vezes semelhante a uma gripe, como a recusa alimentar, febre, pescoço rígido, dor de cabeça, náuseas, aversão à luz, manchas vermelhas ou arroxeadas na pele e dores no corpo.

Os especialistas orientam os pais a procurar ajuda médica assim que sentirem que o bebê não está bem, os recém-nascidos também podem apresentar sintomas como moleira estufada, olhar parado e pele pálida, manchada ou azulada, ser difíceis de acordar e se recusar a mamar.

Embora a mortalidade das crianças com meningite bacteriana neonatal tenha diminuído nos últimos anos, a frequência de sequelas é alta, mantendo-se entre 15 e 68%, por isso, é importante que a doença seja diagnosticada e tratada ainda no início, além se serem recomendada a vacinação contra o meningococo do tipo B, ainda nos primeiros meses, prevenindo a contaminação.

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O que é a doença “mão-pé-boca”?

Em março deste ano, escolas de Santa Maria, no Rio Grande do Sul, tiveram que suspender as aulas em decorrência do surto de uma doença pouco conhecida, mas com grande incidência entre crianças menores de 5 anos.

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O nome diz exatamente do que se trata, a doença “mão-pé-boca” causa lesões nos pés, mãos e interior da garganta. A síndrome é causada por um enterovírus, o vírus Coxsackie, e transmitida de pessoa para pessoa através de secreções. Além das lesões, pode vir acompanhada de febre e dor. A “mão-pé-boca” aumenta sua incidência no outono-inverno, por conta da imunidade ser mais baixa nesse período do ano.

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Não há vacina contra o vírus Coxsackie, causador da síndrome, por isso, a prevenção se dá com a higienização correta. Quando se trata de crianças a dificuldade para mantê-las sempre com as mãos limpas é maior, por isso é importante também promover uma higienização completa dos ambientes por onde elas circulam.

O tratamento é feito a partir dos sintomas. São receitados remédios para febre e dor. No caso da falta de apetite, recomenda-se alimentos mais pastosos para ajudar a evitar o desconforto.

Fertilidade: Trombofilias na gravidez

Responsáveis por boa parte dos abortos “sem motivos”, as trombofilias são um grupo de doenças que provocam distúrbios de coagulação e aumentam o risco de trombose em diferentes áreas do corpo.

Durante a gravidez, a formação desses coágulos pode comprometer a circulação de sangue no útero e na placenta, prejudicando o desenvolvimento do bebê e trazendo riscos à futura mãe, como maiores chances de desenvolver pré-eclâmpsia e descolamento prematuro da placenta.

blog Fertilidade Trombofilias na gravidez nasce

Essas doenças relacionadas à coagulação podem ser adquiridas ou hereditárias, decorrentes de mutações genéticas.

Hoje em dia já existem testes e exames disponíveis para investigar essas alterações. Com o tratamento adequado e o acompanhamento por equipes especializadas é possível controlar o problema e garantir a saúde da gestante e de seu bebê.

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