Diabete gestacional

Várias mudanças ocorrem no  metabolismo da mulher durante a gestação, uma delas é o aumento da produção de hormônios, principalmente o hormônio lactogênio placentário, que pode prejudicar – ou até mesmo bloquear – a ação da insulina materna.

A diabete gestacional ocorre quando mulher fica com uma quantidade maior que o normal de açúcar no sangue, gerando uma situação de risco para a gestante e para o bebê, mas que pode ser controlada, possibilitando uma gestação tranquila e saudável.

Duas situações envolvendo o diabetes podem acontecer: a mulher que já tinha diabetes e engravida ou o aparecimento do diabetes gestacional em mulheres que antes não apresentavam a doença. Em ambos os casos, influenciá-lo para o bem é o mais importante, tendo uma orientação médica, o controle da diabete durante toda a gestação se torna muito simples.  

O principal problema do excesso de açúcar no sangue é que ele atravessa a placenta e chega ao bebê, o que pode fazer com que ele cresça demais. O bebê também fica mais propenso a ter icterícia e hipoglicemia após o parto, e apresentar problemas respiratórios.

Fatores como obesidade, idade e hereditariedade influenciam no risco da mulher ter diabete durante a gravidez, assim como ter tido gestações anteriores com bebês que nasceram com mais de 4kg.

No tratamento para controlar a diabete gestacional, uma alimentação saudável com a diminuição de doces e cafeína e a prática de exercícios físicos moderados são o primeiro passo, porém, se a diabete gestacional for considerada grave e não responder apenas ao controle da alimentação e pelas atividades físicas, os médicos podem prescrever injeções de insulina.

A partir de um mês e meio após o parto,  é muito provável que a taxa de açúcar no sangue tenha voltado ao normal, porém, mulheres que tiveram diabete gestacional são mais propensas a ter diabete mais tarde e devem ficar mais atentas, realizando o exame de glicemia com mais frequência.

 

Gravidez e tabagismo

Já estamos cansados de saber o quanto fumar faz mal a saúde, mas as futuras mamães devem ter um cuidado especial quanto a isso, já que as substâncias presentes no cigarro não prejudicam só elas.

Mas parece que essa conscientização ainda precisa de uma atenção especial, visto que  87% das fumantes que engravidam não abrem mão do cigarro durante a gestação.  

O tabagismo pode causar sérias complicações ao bebê, que ainda na barriga, absorve o que está no sangue da mãe.

Uma mulher fumante além do oxigênio no sangue, passa para a criança o monóxido de carbono, que é liberado na fumaça do cigarro, sem contar a nicotina, que estreita os vasos sanguíneos, dificultando a passagem de nutrientes e oxigênio para o bebê.

Estes problemas causam problemas no desenvolvimento, risco de parto prematuro e problemas respiratórios.

A gravidez em si já traz para a mãe algumas complicações como a hipertensão e a diabetes gestacional, porém, uma mulher fumante pode enfrentar durante a gestação problemas como hemorragias, dores fortes de cabeça, destruição de nutrientes e ainda sofrer um aborto espontâneo.

Filhos de fumantes possuem uma capacidade pulmonar duas vezes menor do que de filhos de gestantes que não fumaram durante a gravidez. Quanto maior o número de cigarros consumidos ao dia, maior são as chances do bebê apresentar mudanças no organismo.

Não fumar é o ideal!
As mulheres que se preparam para ser mães, o recomendado é que deixem de fumar pelo menos 6 meses antes da gestação, para assim garantir a sua saúde e a do seu filho.

 

Chás que gestantes devem evitar

Quando você engravida já sabe que terá restrições a uma série de alimentos e também medicamentos. Alguns remédios possuem substâncias que podem ser prejudiciais à saúde da mãe e do bebê, assim como alguns alimentos. O mesmo acontece com os produtos de origem vegetal.

13 - blog

As mães mais antigas geralmente aconselham a não consumir nada com canela, principalmente o chá, pois o efeito pode ser abortivo. Mito? Em parte. A canela pode provocar constrição sanguínea e contração dos músculos do útero. Claro que tudo é uma questão de controlar o excesso, não significa que a gestante não poderá comer, alguma vez durante a gravidez, uma banana com canela, por exemplo. Mas não é só esta especiaria que deve ser evitada, o uso pouco cuidadoso de plantas medicinais pode causar intoxicações, diminuir a quantidade de leite e até mesmo aborto.

Confira outros chás que devem ser evitados:

  • Hortelã – diminui a produção de leite, evitar também durante a amamentação;
  • Boldo – possui efeitos tóxicos devido à presença do ascaridol, que pode causar abortos. Obs: outros chás que também são abortivos: chá de arruda, cipó-mil-homens, erva-de-bicho, buchinha do norte, confrei, espirradeira, melão-de-são-caetano, erva-de-santa-maria, pinhão-de-purga ou pinhão-paraguaio, poejo e losna;
  • Chá preto, verde, branco, mate e banchá – aceleram o metabolismo e podem causar mal-estar e palpitações cardíacas.

Contudo, alguns chás são superindicados para gestantes. Chás de camomila, erva-cidreira e capim-limão promovem uma sensação de relaxamento para mãe e bebê. Também o chá de erva-doce, que aumenta a produção de leite. Mas tome cuidado, mesmo sendo ervas naturais é importante consultar o seu obstetra ou o nutricionista para saber se você não possui nenhuma outra restrição.

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