Volume muito alto pode prejudicar a audição do bebê

Quando a família aumenta, ter uma vida mais calma e livre de muita agitação é essencial para o bebê, pois além de ficar mais calmo evita problemas auditivos que podem estar relacionados a volumes muito altos ao seu redor.

O sistema auditivo é um órgão sensorial extremamente delicado e passível de lesões se for muito carregado, principalmente em bebês, que têm uma sensibilidade auditiva muito apurada. A célula ciliada do ouvido interno do bebê sofre com o ruído excessivo e isso pode acabar levando à sua destruição.

Embora não exista uma forma de diferenciar a audição infantil da adulta, os danos causados pelo volume muito alto com certeza são mais preocupantes nos bebês.

Especialistas dizem que, quanto mais cedo acontece uma lesão, mais tempo a pessoa carrega durante a vida, isso porque esse prejuízo é irreversível.

Não existe medicação ou cirurgia capaz de consertar. Por conta disso, acaba sendo muito grave uma lesão desse nível em um uma criança ainda tão nova, sendo necessário em muitos dos casos, o uso do aparelho auditivo.

Cuidar para que seus filhos não fiquem expostos a sons muito altos, seja por pouco ou muito tempo, é importante para garantir que eles tenham uma boa audição, evitando sempre lugares muito barulhentos, como festas com música altas e barulhos de trânsito intenso.

Se for inevitável fugir de locais com barulho excessivo, o ideal é proteger os ouvidos da maneira certa. Muitos pais tendem a usar o algodão para tapar o canal auditivo, mas isso não garante a vedação necessária do som.

Uma opção é usar fones de ouvido de boa qualidade que preservam a audição da criança de forma que o incômodo diminua. Lembrando que, assim que o bebê apresentar algum desconforto auditivo, a visita ao médico é indispensável.

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Cuidados de higiene: cera de ouvido

A higiene dos ouvidos dos bebês é essencial para evitar infecções e problemas que podem prejudicar o desenvolvimento auditivo e da linguagem da criança.

A pergunta frequente das mamães é o que é ou não normal quando falamos da cera de ouvido do bebê, já que é algo muito comum, pois a cera do ouvido é uma substância natural que ajuda a proteger o canal auditivo.

O ouvido do bebê pode ser limpo todos os dias depois do banho, com essa rotina, o canal auditivo ficará sempre livre de excesso de cera que podem provocar infecções.

É indicado o uso de uma toalha, uma fralda de pano ou uma gaze para a limpeza do ouvido da criança, lembrando que esta deve ser feita somente por fora da orelha,sem penetrar nunca no canal auditivo e evitando sempre o uso dos cotonetes.

A cera de ouvido se torna um problema quando o canal do ouvido da criança fica entupido de cera, podendo causar uma diminuição na audição, dores de ouvido e coceira. A cera normal é fina e possui uma cor amarelada.

Caso ocorra uma produção de cera em excesso no ouvido da criança, a visita ao consultório médico para fazer uma limpeza torna-se inevitável.

O nosso ouvido é “autolimpante” e na maioria dos casos o excesso de cera é eliminado naturalmente, assim acontece com os bebês. Para prevenir o excesso de cera e diminuir o risco de infecções, é importante que a criança esteja sempre bem hidratada e consulte um especialista sempre que necessário.

Rastreio auditivo do recém-nascido

Mais uma anomalia no seu bebê pode ser diagnosticada com antecedência. Em muitas maternidades do nosso país, os recém-nascidos são submetidos a um teste de rastreio que permite detectar se há uma perda auditiva significativa.

Um a três em cada 1000 recém-nascidos apresenta perda auditiva significativa, sendo a patologia mais comum presente no nascimento.

Existem fatores de risco que contribuem para a diminuição da audição, como a existência de infeções congênitas (rubéola ou toxoplasmose) ou um peso no nascimento inferior a 1500 gramas, entre outras.

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Existem dois tipos de surdez:

  • surdez de condução: nos casos em que existe um problema na estrutura do canal auditivo ou ouvido médio que impede a transmissão do som
  • surdez neurossensorial: nos casos em que existe uma anomalia no ouvido interno ou no nervo que leva o som do ouvido até ao cérebro

 

Como são realizados os testes?

Existem duas maneiras de testes de rastreio, ambos levam de 5 a 10 minutos, não são dolorosos e podem ser feitos enquanto o bebê dorme.

Otoemissões acústicas (OEA): é o mais comum, no qual é medida a onda de som produzida no ouvido médio. Um pequeno “auricular” é colocado no interior do canal auditivo do bebê, este vai medir a resposta, ou seja, os ecos provocados por cliques e tons emitidos pelo aparelho.

Potenciais evocados auditivos (PEA): no qual é avaliada a resposta do cérebro ao som. São colocados auriculares no bebê e emitidos cliques e tons para os seus ouvidos. Três elétrodos colocados na cabeça do bebê avaliam a resposta do cérebro.

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