Como saber se somos bons pais?

limites

“Educar é muito complicado. A gente inevitavelmente educa hoje usando princípios e parâmetros que aprendemos ontem, para ensinar a criança a enfrentar o mundo de amanhã.

Só podemos ser inseguros. Ainda que tenhamos certeza dos valores, não podemos estar certos de que sempre sabemos o que é melhor para o outro. Não há mal na insegurança. Pais inseguros, com dúvidas e hesitações são menos perigosos do que pais inflados por certezas e seguranças.

Das fraldas às camisinhas, do pediatra ao ginecologista, da orientadora da escola a psicoterapeuta, levamos no olhar a mesma perplexidade, no coração a mesma angustia, nos braços a mesma impotência. Não podemos ter certezas absolutas, nunca seremos totalmente seguros.

O melhor a fazer é seguir o impulso do coração, para podermos nos defender quando, mais tarde, o filho reclamar que não fizemos o que ele acha que deveríamos ter feito – que provavelmente será o contrario do que tivermos feito.

Os que procuram respeitar o espaço do filho serão acusados de abandono, enquanto os que não quiseram se omitir e se esforçaram para acompanhar todos os envolvimentos emocionais do filho serão chamados de controladores e repressores.

Ao menos poderemos responder que fizemos o que podíamos e o que sabíamos. Mais do que isso, ninguém tem o direito de exigir.”

Extraído do livro Adolescentes na era digital – Lídia Rosenberg Arantagy.

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