O desejo de uma mãe: leite para seu bebê

Imagine que você está grávida e descobre que está morrendo de um câncer no fígado. Seus pensamentos automaticamente focam no seu filho e em como ele ou ela sobreviverá sem você.

E, se você for Renee Noble, isso inclui uma questão pragmática: como ou quem amamentará o bebê? Noble, de 42 anos de idade, deu à luz Violet em 17 de novembro e faleceu em 15 de dezembro. Nesse mês, a mãe de cinco filhos de Chatham, no estado de New York, Estados Unidos, fez um pedido: que a bebê Violet fosse alimentada com leite materno.

A chamada online por leite partiu de um website, Milk for Baby Violet. Alguns dias depois, surgiu um comentário: “10 litros estão a caminho da bebê Violet hoje. Deus me abençoou com uma grande produção e agora estou muito feliz de poder alimentar mais um bebê. Rezando por Violet e sua família e continuarei a coletar leite!”

Blogueiros começaram a espalhar o pedido e, logo, havia mais leite do que Violet poderia consumir. “Violet terá, definitvamente, todo o leite de que precisa”, Bekki Hill escreveu em um email – ela está ajudando a organizar o recebimento do leite.

O conceito do compartilhamento de leite é antigo, mas, também, muito novo. Antes do leite em pó, as mães que não podiam amamentar confiavam na generosidade de outras mães. Ama-de-leite era uma ocupação legítima, na época, e mulheres eram pagas para alimentar bebês de outras mulheres que não podiam – ou não queriam – fazê-lo. O profeta Maomé foi amamentado por uma ama, assim como Napoleão e Luciano Pavarotti.

Bancos de leite tem surgido pelos Estados Unidos, fornecendo leite para bebês prematuros em hospitais. A demanda pelo leite – que é testado e pasteurizado – é tão alta que alguns bancos têm de recusar pedidos.

O compartilhamento de leite tem crescido, também, pela sua simplicidade: uma mãe tem leite em excesso, congelado; outra precisa de leite. São mães diretamente ajudando outras mães, e algumas mulheres preferem a rota direta, ao invés de passar por todo o processo que os bancos de leite requerem.

No caso da bebê Violet, os amigos e parentes ajudam a garantir a segurança do leite, solicitando cópias dos exames de sangue realizados no pré-natal ou uma carta do médico indicando que as doadoras são saudáveis.

Diana Cassar-Uhl, uma consultora de aleitamento de Cornwall, no estado de New York, Estados Unidos, que ajudou a divulgar a campanha de Renee e Violet, reconhece que algumas pessoas se sentem desconfortáveis com a ideia de compartilhar leite materno. Mas ela se sente inspirada por Renee, que, mesmo no meio de seu drama pessoal, tentou garantir como seu bebê seria alimentado. “Em suas últimas semanas, tentar garantir que seu bebê receberia leite materno, é simplesmente fantástico”, diz Diana.

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